É como amar
Sou poeta,sou simplesmente
um ser limitado e triste
sujo de tempo e palavras
com tudo capaz de amar
que este oficio de escrever
sem tirar nem por,é o mesmo
que o oficio de viver
quero dizer,o de amar.
Marcelo Carlos
Discutindo literatura com o 1º ano
Este espaço foi criado para "textar..."
Isto é....
Através de nossos textos, testar nosso poder de discussão e de construção de conhecimento, de arte e de literatura...
Será um prazer contar com a sua participação!
Beijos,
Professora Maria José
Literatura - CPMG
Isto é....
Através de nossos textos, testar nosso poder de discussão e de construção de conhecimento, de arte e de literatura...
Será um prazer contar com a sua participação!
Beijos,
Professora Maria José
Literatura - CPMG
segunda-feira, 16 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Um pouco de teoria...
Estrofe
Parte de um poema consistindo de uma série de linhas ou versos dispostos em uma certa configuração regular, definidos por metrificação e rima que se repetem periodicamente. Uma estrofe tem geralmente um "pattern" regular de número de linhas, metrificação e rima, constituindo-se em uma seção da poesia. No entanto, uma estrofe irregular não é incomum.
Na corrente modernista encontramos estrofes livres, onde a preocupação maior é com o conteúdo dando-se menor importância à metrificação, à rima ou a qualquer outra configuração regular.
As estrofes podem ser classificadas como:
1 - monóstico
2 - dístico
3 - terceto
4 - quarteto (ou quadra)
5 - quintilha
6 - sextilha
7 - sétima
8 - oitava
9 - nona
10 - décima
Todas as estrofes que tenham mais de dez versos recebem a denominação de Irregulares.
Ritmo
Considerado por muitos como sendo a mística da palavra, o ritmo é uma alternação uniforme de sílabas tônicas e não tônicas em cada verso de uma composição poética.
O ritmo de um poema ainda tem muito a ver com a metrificação e a correspondência sonora provocada pela rima. Todo esse conjunto de elementos determina o ritmo da obra.
No verso livre a sonoridade rítmica obedece a um padrão próprio, não sendo governado por regras externas derivadas da alternação uniforme de sílabas tônicas ou de metrificação e rima, a essa modalidade dá-se o nome de Arritmia.
Elisão
A elisão é a supressão (na escrita ou na pronúncia) na vogal final de uma palavra e antes da vogal inicial da palavra seguinte. É usado para adequar o número de sílabas poéticas dentro de um verso.
Ex.: Copo-d’água - Pau-d’alho
Metrificação – Escansão
Metrificação é a técnica para se medir um verso. Em Português, ela se apóia na tonicidade das palavras, a escansão; contagem dos sons dos versos. É importante observar que as sílabas métricas diferem das sílabas gramaticais, observando-se as seguintes regras.
1. Contagem das sílabas métricas:
a) só contaremos até a última sílaba tônica de um verso.
1 2 3
Tal / a / chu / va
1 2 3
Trans / pa / re / ce
1 2 3
Quan / do / des / ce
(va/ce/ce - são as sílabas átonas e não entram na contagem poética)
b) Quando em um verso uma palavra terminar por vogal átona e a palavra seguinte começar por vogal ou H (que não tem som, portanto não é fonema, mas uma simples letra), dar-se-á uma elisão.
A/mo/-te, ó/ cruz/ no/ vér/ti/ce/ fir/ma/da
De es/plên/di/das/ i/gre/jas.
c) Sinérese: é a fusão de dois sons num só dentro da mesma palavra.
Lan/ça a/ poe/si/a
d) Diérese: o contrário da sinérese. Separa em sílabas distintas dois sons vocálicos dentro de uma mesma palavra.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Deus/ fa/la/, quan/do a/ tur/ba es/tá/ qui/e/ta
e) Hiato: é o contrário da elisão. Separa-se de dois sons interverbais (a sinérese e a diérese são intraverbais; a elisão e o hiato são interverbais). Conferir elisão e hiato no exemplo à seguir:
E/ va/ ga
Ao/ lu/ ar
Se a/pa/ga
No / ar.
2. Classificação do verso quanto ao número de sílabas:
a) Isométricos: são os versos de uma só medida. São classificados como:
monossílabos
dissílabos
trissílabos
tetrassílabos
pentassílabos (ou redondilha menor)
hexassílabos (heróico quebrado)
heptassílabos (redondilha maior)
octossílabos
eneassílabos
decassílabos (medida nova)
hendecassílabos
dodecassílabos (ou alexandrinos)
b) Heterométricos: são os versos de diferentes medidas, usados em um mesmo poema.
c) Versos livres: são aqueles que não obedecem a nenhum esquema.
Rima
A rima é um dos elementos do verso, mas não é essencial ou obrigatório. É apenas uma opção do autor para criar um vínculo de "melodia" e acentuar o final de um verso. Este recurso passou a ser usado na Idade Média pelos trovadores. Atualmente, existem composições poéticas onde as rimas não são usadas, que recebem o nome de Poesia Branca ou Poesia Solta.
As rimas são classificadas quanto à disposição nas estrofes, e de acordo com as classes gramaticais que a compõem. Veja alguns exemplos.
1 - Quanto à posição:
Emparelhada (ligando versos seguidos).
A
A
B
B
Cruzada (versos rimados se alternam).
A A
B ou B
C A
B B
Abraçada (ligando dois versos iguais e dois diferentes).
A A C
B ou A e C
B A C
A B B
Interpolada (liga o primeiro e último verso, quando existem três ou mais entre as ligações).
A A
B B
B ou C
B D
A A
Seguida (liga dois ou mais versos sucessivos).
A B
B ou B
B A
2 - Quanto ao valor:
Pobre – Formada por palavras da mesma classe gramatical.
Existe (verbo)
Teimoso (adjetivo)
Aviste (verbo)
Amoroso (adjetivo)
Rica – Formada por palavras de classes gramaticais diferentes.
Espero (verbo)
Vida (substantivo)
Sincero (adjetivo)
Querida (adjetivo)
Rara - Formada por palavras de pouca rima, difíceis de se encontrar.
Cisne (adjetivo)
Bosque (substantivo)
Tisne (verbo ou substantivo)
Quiosque (substantivo)
Preciosa – Formada por artifícios gramaticais, ou junção de palavras.
Amá-la
Tranqüilo
De gala
Por certo fi-lo
Imperfeitas – Formada por palavras homógrafas (escrita igual ou semelhante, e significado diferente) e homofônicas (pronúncia igual ou semelhante).
Estrela (Homógrafa)
Vejo (Homofônica)
Vê-la (Homógrafa)
Beijo (Homofônica)
Parte de um poema consistindo de uma série de linhas ou versos dispostos em uma certa configuração regular, definidos por metrificação e rima que se repetem periodicamente. Uma estrofe tem geralmente um "pattern" regular de número de linhas, metrificação e rima, constituindo-se em uma seção da poesia. No entanto, uma estrofe irregular não é incomum.
Na corrente modernista encontramos estrofes livres, onde a preocupação maior é com o conteúdo dando-se menor importância à metrificação, à rima ou a qualquer outra configuração regular.
As estrofes podem ser classificadas como:
1 - monóstico
2 - dístico
3 - terceto
4 - quarteto (ou quadra)
5 - quintilha
6 - sextilha
7 - sétima
8 - oitava
9 - nona
10 - décima
Todas as estrofes que tenham mais de dez versos recebem a denominação de Irregulares.
Ritmo
Considerado por muitos como sendo a mística da palavra, o ritmo é uma alternação uniforme de sílabas tônicas e não tônicas em cada verso de uma composição poética.
O ritmo de um poema ainda tem muito a ver com a metrificação e a correspondência sonora provocada pela rima. Todo esse conjunto de elementos determina o ritmo da obra.
No verso livre a sonoridade rítmica obedece a um padrão próprio, não sendo governado por regras externas derivadas da alternação uniforme de sílabas tônicas ou de metrificação e rima, a essa modalidade dá-se o nome de Arritmia.
Elisão
A elisão é a supressão (na escrita ou na pronúncia) na vogal final de uma palavra e antes da vogal inicial da palavra seguinte. É usado para adequar o número de sílabas poéticas dentro de um verso.
Ex.: Copo-d’água - Pau-d’alho
Metrificação – Escansão
Metrificação é a técnica para se medir um verso. Em Português, ela se apóia na tonicidade das palavras, a escansão; contagem dos sons dos versos. É importante observar que as sílabas métricas diferem das sílabas gramaticais, observando-se as seguintes regras.
1. Contagem das sílabas métricas:
a) só contaremos até a última sílaba tônica de um verso.
1 2 3
Tal / a / chu / va
1 2 3
Trans / pa / re / ce
1 2 3
Quan / do / des / ce
(va/ce/ce - são as sílabas átonas e não entram na contagem poética)
b) Quando em um verso uma palavra terminar por vogal átona e a palavra seguinte começar por vogal ou H (que não tem som, portanto não é fonema, mas uma simples letra), dar-se-á uma elisão.
A/mo/-te, ó/ cruz/ no/ vér/ti/ce/ fir/ma/da
De es/plên/di/das/ i/gre/jas.
c) Sinérese: é a fusão de dois sons num só dentro da mesma palavra.
Lan/ça a/ poe/si/a
d) Diérese: o contrário da sinérese. Separa em sílabas distintas dois sons vocálicos dentro de uma mesma palavra.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Deus/ fa/la/, quan/do a/ tur/ba es/tá/ qui/e/ta
e) Hiato: é o contrário da elisão. Separa-se de dois sons interverbais (a sinérese e a diérese são intraverbais; a elisão e o hiato são interverbais). Conferir elisão e hiato no exemplo à seguir:
E/ va/ ga
Ao/ lu/ ar
Se a/pa/ga
No / ar.
2. Classificação do verso quanto ao número de sílabas:
a) Isométricos: são os versos de uma só medida. São classificados como:
monossílabos
dissílabos
trissílabos
tetrassílabos
pentassílabos (ou redondilha menor)
hexassílabos (heróico quebrado)
heptassílabos (redondilha maior)
octossílabos
eneassílabos
decassílabos (medida nova)
hendecassílabos
dodecassílabos (ou alexandrinos)
b) Heterométricos: são os versos de diferentes medidas, usados em um mesmo poema.
c) Versos livres: são aqueles que não obedecem a nenhum esquema.
Rima
A rima é um dos elementos do verso, mas não é essencial ou obrigatório. É apenas uma opção do autor para criar um vínculo de "melodia" e acentuar o final de um verso. Este recurso passou a ser usado na Idade Média pelos trovadores. Atualmente, existem composições poéticas onde as rimas não são usadas, que recebem o nome de Poesia Branca ou Poesia Solta.
As rimas são classificadas quanto à disposição nas estrofes, e de acordo com as classes gramaticais que a compõem. Veja alguns exemplos.
1 - Quanto à posição:
Emparelhada (ligando versos seguidos).
A
A
B
B
Cruzada (versos rimados se alternam).
A A
B ou B
C A
B B
Abraçada (ligando dois versos iguais e dois diferentes).
A A C
B ou A e C
B A C
A B B
Interpolada (liga o primeiro e último verso, quando existem três ou mais entre as ligações).
A A
B B
B ou C
B D
A A
Seguida (liga dois ou mais versos sucessivos).
A B
B ou B
B A
2 - Quanto ao valor:
Pobre – Formada por palavras da mesma classe gramatical.
Existe (verbo)
Teimoso (adjetivo)
Aviste (verbo)
Amoroso (adjetivo)
Rica – Formada por palavras de classes gramaticais diferentes.
Espero (verbo)
Vida (substantivo)
Sincero (adjetivo)
Querida (adjetivo)
Rara - Formada por palavras de pouca rima, difíceis de se encontrar.
Cisne (adjetivo)
Bosque (substantivo)
Tisne (verbo ou substantivo)
Quiosque (substantivo)
Preciosa – Formada por artifícios gramaticais, ou junção de palavras.
Amá-la
Tranqüilo
De gala
Por certo fi-lo
Imperfeitas – Formada por palavras homógrafas (escrita igual ou semelhante, e significado diferente) e homofônicas (pronúncia igual ou semelhante).
Estrela (Homógrafa)
Vejo (Homofônica)
Vê-la (Homógrafa)
Beijo (Homofônica)
quinta-feira, 12 de março de 2009
Por que o jovem não deve ler!
Calma, prezado leitor, nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola.
E continuem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos realitys shows.
(Êpa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender esta última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Monica, na onda dos sarados e popozudas que vêem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.)
Eu explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de que? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos.)
Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de idéia.
Primeiro eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de vários países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa mundi? Acertou, bródi: o nosso Brasil.
Logo depois, li uma notícia boa que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola. Mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua técnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco.
E, por último, li em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso.
Viram como ler atrapalha?
A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude.
E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro, já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação.
Porisso que, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça.
A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura.
Eu reconheço: a maioria está certa em não ler.
E tem, no mínimo, 5 razões poderosas , maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário:
1.Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do País. Não vale à pena o esforço. Como disse o Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram. Porisso que eles mandam e desmandam há séculos;
2.Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil impunemente; principalmente porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também;
3.Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes, aparecem na mídia;
4.Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta;
5.Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz.
O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém -nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura - pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira. Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, tres entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente.
Mas páro por aqui já que, apesar destes tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito, papito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança.
De um especialmente - o poeta Tiago de Melo - com seu verso comovido e repleto de coragem:
"Faz escuro, mas eu canto!"
Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite de ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras de televisão.
Ulisses Tavares
E continuem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos realitys shows.
(Êpa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender esta última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Monica, na onda dos sarados e popozudas que vêem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.)
Eu explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de que? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos.)
Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de idéia.
Primeiro eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de vários países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa mundi? Acertou, bródi: o nosso Brasil.
Logo depois, li uma notícia boa que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola. Mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua técnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco.
E, por último, li em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso.
Viram como ler atrapalha?
A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude.
E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro, já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação.
Porisso que, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça.
A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura.
Eu reconheço: a maioria está certa em não ler.
E tem, no mínimo, 5 razões poderosas , maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário:
1.Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do País. Não vale à pena o esforço. Como disse o Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram. Porisso que eles mandam e desmandam há séculos;
2.Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil impunemente; principalmente porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também;
3.Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes, aparecem na mídia;
4.Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta;
5.Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz.
O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém -nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura - pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira. Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, tres entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente.
Mas páro por aqui já que, apesar destes tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito, papito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança.
De um especialmente - o poeta Tiago de Melo - com seu verso comovido e repleto de coragem:
"Faz escuro, mas eu canto!"
Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite de ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras de televisão.
Ulisses Tavares
quarta-feira, 11 de março de 2009
REFRICHÁ COM POESIA
31 DE MARÇO - AUDITÓRIO DO CPMG.
MUITA POESIA...
MUITO CHÁ:
Conhecimento
Habilidade
Atitude
(MÁXIMA ADAPTADA DA TEORIA DA QUALIDADE TOTAL)
e muito REFRI:
Respeito
Estudo
Força
Responsabilidade
Inteligência
(PRODUÇÃO COLETIVA - 1º"B")
MUITA POESIA...
MUITO CHÁ:
Conhecimento
Habilidade
Atitude
(MÁXIMA ADAPTADA DA TEORIA DA QUALIDADE TOTAL)
e muito REFRI:
Respeito
Estudo
Força
Responsabilidade
Inteligência
(PRODUÇÃO COLETIVA - 1º"B")
PARABÉNS...

HIDEO WATANABE NETO 1º"B"!
LINDO TEXTO DA SEMANA...
TEXTO DA SEMANA
Com o tempo
Com o tempo eu aprendi...
que o homem que se gasta em palavras, raramente se gasta em ações.
Com o tempo aprendi...
que o nosso amanhã dependerá das escolhas que tomamos hoje.
Com o tempo aprendi...
que a vida é como um filme, mas não temos tempo para reescrever o roteiro.
Com o tempo aprendi...
que os verdadeiros amigos sempre são aqueles que você não dá moral mas sempre estão perto, quando você precisa.
Com o tempo aprendi...
Aprendi que a paixão dói, mas é uma dor gostosa de se viver.
Com o tempo aprendi...
apredi que rara é a beleza, e mais rara ainda, são as pessoas que a têm e não se exibem.
Com o tempo aprendi...
que devemos ter propósito em nossas vidas, viver por nada ou morre por alguma coisa.
Com o tempo aprendi...
que nada melhor do que o tempo para curar feridas e responder a nossas perguntas.
Com o tempo aprendi...
que "sem o esforço da busca é impossível a alegria do encontro".
Com o tempo aprendi...
que um sorriso pode levantar o astral de uma pessoa.
Com o tempo aprendi...
que diter "Eu te amo" é fácil, mas, amar de verdade é difícil.
Com o tempo aprendi...
que tenho que viver meu hoje como "se não houvesse amanhã" ,- pois o tempo não volta.
Com o tempo eu aprendi...
que ter fé é um dom.
Com o tempo eu aprendi...
que ser líder não basta querer, você tem que nascer com o dom...
Com otempo eu aprendi...
que a vida é tão simples, quanto a explicação do universo.
Com o tempo aprendi...
que nada melhor para ensinar que o tempo.
HIDEO WATANABE NETO 1º "B"
sexta-feira, 6 de março de 2009
GÊNERO LÍRICO
Seu nome vem de lira, instrumento musical que acompanhava os cantos dos gregos. Por muito tempo, até o final da Idade Média, as poesias eram cantadas; separando-se o texto do acompanhamento musical, a poesia passou a apresentar uma estrutura mais rica. A partir daí, a métrica (a medida de um verso, definida pelo número de sílabas poéticas), o ritmo das palavras, a divisão em estrofes, a rima, a combinação das palavras foram elementos cultivados com mais intensidade pelos poetas.
Leia o texto que aparece no final do filme "Dez coisas que eu odeio em você" e explique porque o poema se enquadra no gênero lírico...
"Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Ainda mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"
BOM TRABALHO...
Leia o texto que aparece no final do filme "Dez coisas que eu odeio em você" e explique porque o poema se enquadra no gênero lírico...
"Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Ainda mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"
BOM TRABALHO...
quarta-feira, 4 de março de 2009
PREPARE-SE:
O poeta José Paulo Paes define poesia como brincadeira e nos faz um convite:
Poesia é... brincar com as palavras
como se brinca com bola,
papagaio, pião.
Só que bola, papagaio, pião
de tanto brincar se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca com elas,
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
O dia da poesia se aproxima...
Que tal, aceitar o convite e escrever um poema?
Estou esperando...
Poesia é... brincar com as palavras
como se brinca com bola,
papagaio, pião.
Só que bola, papagaio, pião
de tanto brincar se gastam.
As palavras não:
Quanto mais se brinca com elas,
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
O dia da poesia se aproxima...
Que tal, aceitar o convite e escrever um poema?
Estou esperando...
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